Skip to main content

  • AddRemove
  • Build a Report 
Legal Update

Recent Modifications to Brazilian Tax Law: Tax Benefits Related to the Investments in the Infrastructure Sector and Changes in the Financial Market Taxation

10 January 2011
Tauil & Chequer Legal Update

Leia em Português

On December 31, 2010, Brazil enacted Provisional Measure 517 (MP 517/10) and Decree No. 7.412 (Decree 7412/10), which generally provide several tax benefits intended to foster the development of infrastructure in Brazil and changes in the taxation related to investments in Brazilian financial and capital markets.

Alterations Brought by MP 517/10

Foreign investment in bonds and securities. The income paid by bonds or securities with public negotiation issued by legal entities (that are not classified as financial institutions) that are acquired on or after January 1, 2011, when paid to beneficiary resident or domiciled abroad, is now subject to Withholding Income Tax at zero rate. The benefit is not applicable if the foreign investor is domiciled in a tax haven jurisdiction. Moreover, the benefit depends on the observance of several requirements and limitations in the issuance.

Investment in debentures issued by Special Purpose Companies (SPCs) used in the implementation of infrastructure projects. The income derived from investments in debentures issued by SPCs incorporated to invest in infrastructure projects in what the federal government considers to be priority areas will be subject to reduced WHT rates, levied exclusively at source, at the following rates: (i) zero, when the income is paid to an individual or (ii) 15 percent, when the income is earned by Brazilian legal entities. It is important to note that the foreign investor would able to obtain the zero rate tax benefit mentioned above related to this specific issuance.

Investment in funds with portfolios composed of debentures issued by SPCs. The investment in funds with at least 85 percent of the fund’s net equity allocated in debentures issued by SPCs are subject to reduced WHT rates: (i) zero, when the income is paid to Brazilian individual or to foreign investor, except if the investor is domiciled in tax haven jurisdiction, and (ii) 15 percent, when the income is paid to Brazilian legal entity.

Investment in Infrastructure Private Equity Funds (FIP-IE). The income tax rate on the income and capital gains earned by Brazilian individuals from investments in FIP-IE was reduced to zero. The capital gains earned by Brazilian legal entities at the disposal of the FIPs-IE quotas in transactions carried out within or without a stock exchange was reduced to 15 percent rate. It is worth mentioning that several rules regarding the requirements for constitution of the FIP-IEs were also altered.

Taxation on the Secondary Market. MP 517 has modified the income tax assessment on the payment of periodic income of bonds and securities, bringing to an end a distortion that used to harm those who had acquired bonds or securities in the secondary market. In this sense, MP 517 determines that the assessment of income tax on the periodic income paid to the acquirer will take into consideration the cost of acquisition of the bond or security. 

RENUCLEAR. The federal government instituted the Special Regime for Development of Nuclear Power Plant (RENUCLEAR). This special regime grants the suspension, which may be converted into an exemption, of the tax on industrialized goods and the import tax that would be levied in the acquisition or import of assets by Brazilian legal entities that have approved infrastructure projects for implementation in generation of electric energy from nuclear origin.

Alterations Brought by Decree 7412/10

Decree 7412/10 reduced the tax levied on foreign exchange transactions (IOF/Exchange) and IOF levied on transactions involving bonds and securities (IOF/Bonds) assessed on determined exchange transactions, as follows.

Investment in Private Equity Funds (FIPs) and Venture Capital Funds (FMIEEs). Decree 7412 reduced from 6 percent to 2 percent the rate on the liquidation of exchange transactions performed on or after January 1, 2011 by a foreign investor for inflow of funds, including by means of simultaneous transactions, for acquisition of quotas of FIPs and FMIEE, as well as in the quotas of investment funds that invest in quotas of FIPs and FMIEEs.

Conversion of depositary receipts or direct investment. Since January 1, 2011, the Decree determines the application of 2 percent rate in the simultaneous foreign exchange transactions for the inflow of funds derived from the cancellation of depositary receipts or redemption of direct investment carried out according to Law 4131/62.

Dividends and Interest on Net Equity (JCP). The remittances of dividends and JCP are subject to IOF/Exchange at zero rate, regardless if the foreign investment was carried out according to Law 4131/62 or Resolution 2689/00 (Direct Investment or Portfolio Investment). The prior regulations determined that remittances of dividends and JCP related to investment carried out according to Law 4131/62 were subject to IOF/Exchange at a 0.38 percent rate.

Financing obtained from abroad. The foreign exchange transactions related to the inflow and outflow of funds referring to funds obtained from loans entered into by Brazilian companies with entities domiciled abroad are subject to zero percent, without making any restriction as regards the date of the loan. The prior regulations determined that the zero rate was applicable only to financing obtained on or after October 23, 2008.

IOF/Bonds. The IOF/Bonds that used to be levied on the transactions involving private bonds and securities was reduced to zero rate. It is worth mentioning that a transaction involving public bonds is still subject to the assessment of the IOF/Bonds. Moreover, some provisions were included clarifying the responsibility for collection and calculation basis of the IOF/Bonds on transaction involving conversion of stocks into depositary receipts.

For further information regarding this Legal Update, please contact , or . For all matters related to Securities, please contact or .

Observations in this update about Brazilian law are by Tauil & Chequer Advogados. They are not intended to provide legal advice to any entity; any entity considering the possibility of a transaction must seek advice tailored to its particular circumstances.

Visit us at www.tauilchequer.com.br.


Read in English

Alterações recentes na legislação tributária brasileira: Benefícios tributários para o setor de infraestrutura e alterações na tributação nos mercados financeiro e de capitais.

Em 31.12.2010 foram publicadas a Medida Provisória nº 517 (“MP 517/10”) e o Decreto nº 7.412 (“Decreto 7412/10”), que trazem diversas mudanças na legislação tributária brasileira.

Em linhas gerais, as mudanças trazidas pelos referidos normativos são positivas, uma vez que diminuem a carga tributária incidente em diversas operações, especialmente aquelas relacionadas a investimentos em infraestrutura e fomentam o mercado secundário de títulos e valores mobiliários.

Podemos destacar como principais mudanças na legislação tributária brasileira as seguintes:

Alterações trazidas pela MP 517

Investimento externo em títulos e valores mobiliários. Alíquota zero de Imposto de Renda retido na Fonte (“IRF”) no caso de rendimentos produzidos por títulos ou valores mobiliários adquiridos a partir de 1º de janeiro de 2011, objeto de distribuição pública, de emissão de pessoas jurídicas de direito privado não classificadas como instituições financeiras e regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) ou pelo Conselho Monetário Nacional (“CMN”), quando pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou domiciliado no exterior, exceto no caso de o investidor se situar em país com a tributação favorecida. Vale ressaltar que o benefício depende da observância de uma série de requisitos e limitações na emissão e remuneração dos ativos;

Investimento em debêntures emitidas por sociedade de propósito específico. Incidência do IRF, exclusivamente na fonte, no caso de debêntures emitidas por sociedade de propósito específico constituída para implementar projetos de investimento na área de infraestrutura, considerados como prioritários na forma regulamentada pelo Poder Executivo Federal. Os rendimentos auferidos por pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no País sujeitam-se às seguintes alíquotas: (i) zero, quando auferidos por pessoa física; e (ii) 15%, quando auferidos por pessoa jurídica;

Investimento em fundo que possuam debêntures emitidas por sociedade de propósito específico. O investimento em fundos de investimento que possuam mais de 85% do valor do patrimônio líquido do fundo alocado em debêntures emitidas por sociedade de propósito específico estão sujeitas à alíquotas reduzidas de IRF conforme descrito a seguir: (i) zero, quando auferidos por pessoa física ou beneficiário residente ou domiciliado no exterior, exceto no caso de o investidor se situar em país com a tributação favorecida; e (ii) 15%, quando auferidos por pessoa jurídica brasileira;

Investimento em Fundo de Investimento em Participações em Infra-Estrutura (“FIP-IE”). As pessoas físicas estão sujeitas à alíquota zero de Imposto de Renda sobre o ganho de capital auferido na alienação de cotas, dentro ou fora de bolsa. Os rendimentos pagos pelo FIP-IE a pessoas físicas também passam a ser isentos do IRF e na Declaração de Ajuste Anual. Os ganhos auferidos por pessoa jurídica na alienação de cotas de FIP-IE está sujeito à alíquota de 15% em operações dentro ou fora de bolsa. Vale mencionar que diversas regras foram alteradas com relação aos requisitos para emissão das quotas de FIP-IE e remuneração dos ativos.

Tributação no Mercado Secundário. A MP 517 alterou a forma de tributação quando do pagamento de rendimentos periódicos de títulos e valores mobiliários, acabando com uma distorção que prejudicava o adquirente no mercado secundário. Assim, de acordo com a MP 517, o IRF passará a incidir somente sobre a diferença entre o rendimento periódico pago e o custo de aquisição do título e não mais sobre o valor total do rendimento periódico.

RENUCLEAR. Foi instituído o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Usinas Nucleares – RENUCLEAR. É beneficiária do RENUCLEAR a pessoa jurídica habilitada perante a Receita Federal do Brasil que tenha projeto aprovado para implantação de obras de infraestrutura no setor de geração de energia elétrica de origem nuclear. O regime especial prevê a suspensão, que poderá ser convertida em isenção, do Imposto sobre Produtos Industrializados (“IPI”) e do Imposto sobre a Importação (“I.I.”).

Alterações trazidas pelo Decreto nº 7.412/10

As principais alterações trazidas pelo Decreto 7.412/10 dizem respeito à redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras incidente em operações de câmbio (“IOF/Câmbio”) e IOF sobre operações envolvendo títulos e valores mobiliários (“IOF/Títulos”) em diversas operações, conforme descrevemos abaixo:

Investimento em FIP e FMIEE. O Decreto 7.412/10 reduziu para 2% a alíquota nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir de 1º de janeiro de 2011 por investidor estrangeiro, para ingresso de recursos no País, inclusive por meio de operações simultâneas, para aquisição de cotas de fundos de investimento em participações (“FIP”), de fundos de investimento em empresas emergentes (“FMIEE”) e de fundos de investimento em cotas dos referidos fundos, constituídos na forma autorizada pela CVM;

Conversão de depositary receipts ou do investimento direto. O Decreto 7.412/10 instituiu a partir de 1º de janeiro de 2011 a aplicação da alíquota 2% nas operações simultâneas de câmbio para ingresso de recursos decorrentes do cancelamento de depositary receipts ou o resgate do investimento direto de que trata a Lei nº 4.131 de 3 de setembro de 1962;

Alíquota zero no pagamento de dividendos e JSCP. O Decreto 7.412/10 determinou uma alíquota zero nas operações de câmbio relacionadas com os pagamentos de dividendos e de juros sobre capital próprio (“JSCP”), sem qualquer distinção quanto ao tipo do registro do investimento externo (Investimento Direto 4.131 ou Investimento Portfólio 2.689). Anteriormente, as remessas de dividendos e JSCP referentes a Investimento Direto 4.131 estava sujeito à alíquota de 0,38%;

Alíquota zero no caso de empréstimos externos. O Decreto 7.412/10 estipulou uma alíquota zero nas liquidações de operações de câmbio de ingresso e saída de recursos no e do País, referentes a recursos captados a título de empréstimos e financiamentos externos, sem fazer qualquer restrição quanto à data de captação dos recursos. Anteriormente, o benefício da alíquota zero aplicava-se somente a empréstimos celebrados até 23 de outubro de 2008.

IOF/Títulos. Redução a zero do IOF/Títulos incidente em operações envolvendo títulos de renda fixa. Vale ressaltar que a incidência do IOF/Títulos nas operações envolvendo títulos públicos está mantida. Ademais, foram incluídas novas disposições no que diz respeito à responsabilidade pelo recolhimento e base de cálculo do IOF/Títulos nas operações envolvendo conversão de ações em depositary receipts.

Para mais informações sobre este informativo entre em contato com , ou . Para assuntos relacionados ao Mercado Financeiro e de Capitais, entre em contato com ou .

The Build a Report feature requires the use of cookies to function properly. Cookies are small text files that are placed on your computer by websites that you visit. They are widely used in order to make websites work, or work more efficiently. If you do not accept cookies, this function will not work. For more information please see our Privacy Policy

You have no pages selected. Please select pages to email then resubmit.