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Legal Update

Brazilian Revenue Office Issues New List of Tax Havens and Tax Privileged Regimes

9 June 2010
Tauil & Chequer Legal Update

Leia em Português

On June 7, 2010, the Brazilian Federal Revenue Office issued the Normative Ruling No.  1,037 (NR 1,037/10), which sets forth which countries and which types of entities must be treated as tax haven jurisdictions or privileged tax regime entities.

The list of tax haven jurisdictions was formerly contained in the Normative Ruling No. 188, of 2002 (NR 188/02). However, since the enactment of Law 11,727 on June 23, 2008 (Law 11,727/08), which broadened the concept of tax haven jurisdictions and introduced the new concept of “tax privileged regime”,  the list of NR 188/2002 needed to be updated to reflect the new regulations of Law 11,727/08.

Taking this into consideration, the issuance of this Normative Ruling was highly anticipated  by both Brazilian taxpayers that carry out transactions with companies domiciled abroad and foreign investors that carry out transactions in Brazil.

Tax Haven Jurisdictions

As mentioned above, Law 11,727/08 broadened the concept of tax haven jurisdictions, adding as tax havens the jurisdictions where the local legislation imposes restrictions on disclosing the composition of the shareholders or the ownership of the investment or the ultimate beneficiary of the income derived from transactions carried out and attributable to a non-resident.

Based on this new concept, NR 1,037 brought a new list of tax haven jurisdictions.¹ Notably, Switzerland, which was not in the List of NR 188/02, is now considered a tax haven jurisdiction.

Being treated as tax haven jurisdiction means that: (i) remittances of interest from Brazil should be subject to Withholding Income Tax(WHT) at a 25 percent rate, instead of 15 percent due on remittances made to residents and entities domiciled in non tax haven jurisdictions; (ii) payment of interest on net equity (JCP) would be subject to a 25 percent rate, instead of 15 percent due on remittances to residents and entities domiciled in non tax haven jurisdictions; (iii) capital gains earned outside stock exchanges are subject to a 25 percent rate, instead of 15 percent due on remittances to residents and entities domiciled in non tax haven jurisdictions; (iv) the exemption applicable to income earned in Private Equity Funds is not applicable; (v) Brazilian transfer pricing rules apply, regardless of whether the Brazilian and the foreign entity are related companies; (vi) Brazilian thin capitalization rules² must be observed, which means that interests paid to the foreign entities resident in tax haven jurisdictions will only be deductible if the debt: equity ratio of the Brazilian borrower does not exceed 0.3:1; and (vii) the special tax regime for investment in Brazilian financial and capital markets (2,689 Investment) does not apply to these entities.

Tax Privileged Regimes

Law No. 11,727/08 introduced the concept of privileged tax regime, which is considered to be a regime that (i) either does not tax income or taxes income at a maximum rate lower than 20 percent; (ii) grants tax advantages to a nonresident entity or individual without the need to carry out a substantial economic activity in the country or dependency or conditioned on the non-exercise of a substantial economic activity in the country or dependency; (iii) does not tax  income generated outside the jurisdiction, or that taxes such income at a maximum rate lower than 20 percent; or (iv) does not provide access to information related to shareholding composition, ownership of goods and rights or the economic transactions carried out.

NR 1,037 sets forth that, among others, the United States LLCs, held by non-residents and not subject to federal income tax in the US, as well as Holding Companies domiciled in Luxemburg, Denmark and Netherlands shall be treated as tax privileged domiciled entities.

According to NR 1,037, the other tax privileged regimes are: (i) Financial Investment Companies of Uruguay (Sociedades Financeiras de Inversão), (ii) International Trading Company (ITC) domiciled in Iceland, (iii) the offshore KFT companies domiciled in Hungary, (iv)  Entidad de Tenencia de Valores Extranjeros (ETVEs) of Spain and (v) the International Trading Companies (ITC) and International Holding Companies (IHC) domiciled in Malta.

This means that transactions involving the sale of goods or rights between Brazilian residents and these entities should be subject to Brazilian Transfer Pricing Rules, and that interest paid by Brazilian companies to these entities will only be deductible if the debt: equity ratio of the Brazilian borrower does not exceed 0.3:1, according to Brazilian thin capitalization rules.

Under the current legislation, only the transactions mentioned in the paragraph above are affected by the characterization of a given company as a tax privileged regime domiciled company. Thus, other transactions, such as payment of JCP or earning of capital gains, are still subject to the same rules. Moreover, the special tax regime for investment in Brazilian financial and capital markets (2,689 Investment) is still available for “Tax Privileged Regimes” companies above mentioned.

For more information, please contact , , and .

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¹ According to NR 1,037/10, the new tax haven list is the following: American Virgin Islands; American Samoa; Andorra; Anguilla; Antigua & Barbuda; Arab Emirates; Aruba; Ascension Island, Bahamas; Bahrain; Barbados; Belize; Bermudas; British Virgin Islands; Brunei, Campione D’Italia; Cayman; Channel  Islands (Alderney, Guernsey, Jersey e Sark); Cook Islands; Costa Rica; Cyprus; Djibouti; Dominica; French Polinesia; Gibraltar; Granada; Hong Kong; Kiribati; Lebanon; Lebuan; Liberia; Liechtenstein; Macau; Madeira Islands; Maldives Islands; Man Islands; Marshall Islands; Mauritius; Monaco; Montserrat; Nauru; Niue Islands; Netherlands Antilles; Norfolk Islands; Occidental Samoa; Oman; Panama; Pitcairn Islands; Queshm Islands; San Cristoban & Nevis; San Marino; San Vicente & Granadinas; Saint Helena Islands; Santa Lucia; São Pedro e Miguelão Islands Suaziland; Seychelles; Singapore; Solomon Islands; St. Kitts e Nevis; Switzerland; Tonga; Turks & Caicos; Tristão da Cunha; Vanuatu.

² Brazilian thin capitalization rules were introduced in Brazil by means of Provisional Measure No. 472, of December 15th, 2009 (“MP 472/09”). Until the present moment, MP 472/09 was not converted into Law.


Receita Federal Divulga Nova Lista de Paraísos Fiscais e Regimes Fiscais Privilegiados

Read in English

Em 7 de junho foi publicada a Instrução Normativa nº 1.037 (IN 1.037/10), que lista quais jurisdições deverão ser tratadas como paraísos fiscais e regimes fiscais privilegiados.

A lista dos paraísos fiscais estava anteriormente contida na Instrução Normativa nº 188, de 6 de agosto de 2002 (IN 188/02). No entanto, desde a edição da Lei 11.727, em 23 de junho de 2008 (Lei 11.727/08), que ampliou o conceito de paraíso fiscal e introduziu o novo conceito de regime fiscal privilegiado, a lista da IN 188/02 estava desatualizada face às novas disposições trazidas pela Lei 11727/08.

Tendo isso em vista, a edição da IN 1.037/10 era muito aguardada pelos contribuintes brasileiros que realizam transações no exterior e também investidores estrangeiros que possuem investimentos no Brasil.

Paraísos Fiscais

Conforme mencionado acima, a Lei 11.727/08 ampliou o conceito de paraísos fiscais, ao determinar que também seriam considerados paraísos fiscais as jurisdições cuja legislação não permita o acesso a informações relativas à composição societária de pessoas jurídicas, à sua titularidade ou à identificação do beneficiário efetivo de rendimentos atribuídos a não residentes.

Baseado neste conceito mais amplo, a IN 1.037/10 trouxe uma nova lista de paraísos fiscais¹. Chamou a nossa atenção o fato de a Suíça, que não estava na Lista da IN 188/02, agora ser considerada paraíso fiscal pela Receita Federal do Brasil.

Ser considerado paraíso fiscal traz as seguintes conseqüências: (i) remessas de juros do Brasil estarão sujeitas à incidência do Imposto de Renda na Fonte (IRF) à alíquota de 25 por cento em vez de 15 por cento, (ii) pagamento de juros sobre capital próprio estão sujeitos ao IRF à alíquota de 25 por cento, em vez de 15 por cento devido na remessa para residentes não domiciliados em paraísos fiscais, (iii) ganhos de capital auferidos fora de bolsa estão sujeitos ao IRF à alíquota de 25 por cento, em vez de 15 por cento devido na remessa para residentes não domiciliados em paraísos fiscais , (iv) a isenção nos rendimentos e ganhos auferidos por meio de Fundos de Investimento em Participação (FIPs) não se aplica aos paraísos fiscais, (v) as regras de preços de transferência deverão ser observadas nas transações realizadas com paraísos fiscais, independentemente da existência de vínculo entre as partes, (vi) os juros pagos pela empresa brasileira a entidade situada em paraíso fiscal que ultrapassarem o limite de endividamento de 30 por cento do seu patrimônio líquido serão indedutíveis, de acordo com as regras de subcapitalização recentemente editadas pelo Brasil²; e (vii) o regime especial de tributação para investimento nos mercados financeiros e de capitais (Investimento 2.689)  não se aplica aos paraísos fiscais.  

Regimes Fiscais Privilegiados

A lei 11.727/08 introduziu o conceito de regime fiscal privilegiado. Segundo este conceito, são regimes fiscais privilegiados as jurisdições que: (i) não tributem a renda ou a tributem à alíquota máxima inferior a 20 por cento; (ii) conceda vantagem de natureza fiscal a pessoa física ou jurídica não residente (a) sem exigência de realização de atividade econômica substantiva no país ou dependência ou (b) condicionada ao não exercício de atividade econômica substantiva no país ou dependência; (iii) não tribute, ou o faça em alíquota máxima inferior a 20 por cento, os rendimentos auferidos fora de seu território; e (iv) não permitam o acesso a informações relativas à composição societária, titularidade de bens ou direitos ou às operações econômicas realizadas.

Segundo a IN 1.037, as Limited Liability Company (LLC) dos Estados Unidos da América, cuja participação seja composta de não residentes, não sujeitas ao imposto de renda federal nos Estados Unidos, bem como as Holdings domiciliadas em Luxemburgo, Dinamarca e Holanda deverão ser tratadas como entidades com regimes fiscais privilegiados.

As outras entidades com regimes fiscais privilegiados são: (i) pessoas jurídicas constituídas sob a forma de “Sociedades Financeiras de Inversão (Safis)”  do Uruguai até 31 de dezembro de 2010; (ii), International Trading Companies (ITC) da Islândia, (iii) offshore KFT da Hungria, (iv) Entidad de Tenencia de Valores Extranjeros (E.T.V.Es.) da Espanha e (v) International Trading Company (ITC) e de International Holding Company (IHC) de Malta.

Ser considerado um regime fiscal privilegiado acarreta que: (i) as regras de preços de transferência deverão ser observadas nas transações realizadas com paraísos fiscais, independentemente da existência de vínculo entre as partes; e (v) os juros pagos pela empresa brasileira a entidade situada em regime fiscal privilegiado que ultrapassarem o limite de endividamento de 30 por cento do seu patrimônio líquido serão indedutíveis, de acordo com as regras de subcapitalização recentemente editadas pelo Brasil.

É importante notar que, de acordo com a legislação tributária brasileira atualmente em vigor, a caracterização como regime fiscal privilegiado gera conseqüências apenas no que se refere às regras de preços de transferência e de subcapitalização. Outras transações, como remessa de juros ou tributação sobre ganho de capital continuam sujeitas às mesmas regras. Ainda, o regime tributário especial para investimento nos mercados financeiro e de capitais brasileiros (Investimento 2.689) continua aplicável às entidades com regimes fiscais privilegiados.  

Para mais informações, favor entrar em contato com , , ou .

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This client alert has been prepared by Tauil & Chequer Advogados, a Brazilian law firm in association with Mayer Brown.

¹ De acordo com a IN 1.037/10, a nova lista de paraísos fiscais é a seguinte: Andorra; Anguilla; Antígua e Barbuda;  Antilhas Holandesas; Aruba; Ilhas Ascensão; Comunidade das Bahamas; Bahrein; Barbados; Belize;Ilhas Bermudas; Brunei; Campione D’Italia; Ilhas do Canal (Alderney, Guernsey, Jersey e Sark); Ilhas Cayman; Chipre; Cingapura; Ilhas Cook; República da Costa Rica; Djibouti; Dominica; Emirados Árabes Unidos; Gibraltar; Granada; Hong Kong;Kiribati; Lebuan;Líbano; Libéria; Liechtenstein; Macau; Ilha da Madeira; Maldivas; Ilha de Man; Ilhas Marshall; Ilhas Maurício;Mônaco; Ilhas Montserrat; Nauru; Ilha Niue; Ilha Norfolk; Panamá; Ilha Pitcairn; Polinésia Francesa;Ilha Queshm; Samoa Americana; Samoa Ocidental; San Marino; Ilhas de Santa Helena; Santa Lúcia;- Federação de São Cristóvão e Nevis; Ilha de São Pedro e Miguelão; São Vicente e Granadinas Seychelles; Ilhas Solomon; St. Kitts e Nevis; Suazilândia; Suíça; Sultanato de Omã; Tonga; Tristão da Cunha; Ilhas Turks e Caicos; Vanuatu; Ilhas Virgens Americanas; Ilhas Virgens Britânicas.

² As regras de subcapitalização foram introduzidas por meio da Medida Provisória nº 472, de 15 de Dezembro de 2009, que até o momento ainda não foi convertida em Lei.

This client alert has been prepared by Tauil & Chequer Advogados, a Brazilian law firm in association with Mayer Brown.

Authors

  • Roberta P. Caneca
    T +55 11 2504 4214
  • Ivan Tauil
    Partner
    T + 55 21 2127 4213

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